Me dê motivo

O meu descontentamento público com uma rádio carioca ecoou aos 4 ventos na semana passada, bem na semana do meu aniversário. Com a cabeça mais fresca e as idéias já decantadas, tento agora explicar os motivos que me levaram a fazer o que fiz.

Em primeiro lugar, não tenho pavio curto. Tolerância e paciência são especialidades da casa; aprendi a tê-las. Quem quiser ser feliz nesse mundo, vai ter que aprender a ignorar muita coisa, já diria Doctor House.

Meu pavio é tão longo que gostaria que meu pau fosse do tamanho do meu pavio.

Antes de trabalhar com música, entre as várias funções que desempenhei, fui animador de festas infantis durante 5 anos, numa das maiores empresas do ramo. Eu tinha 17 anos, morava ainda na Vila da Penha e trabalhava basicamente no eixo Zona Sul – São Conrado- Barra, para pessoas de poder aquisitivo muito alto, que podiam bancar as mega produções infantis que a empresa fornecia.

Em meio à alegria das crianças em suas festas e colônias de férias, me deparei muitas vezes com gente rica, poderosa e arrogante ( inclusive crianças ), que faziam questão de nos colocar em nosso devido lugar em alto e bom tom, para servi-los. Ouvi coisas naquela época tão desagradáveis que acho que não seria capaz de ouvir hoje, em silêncio, mesmo com meu enorme pavio.

Quando me deparei com o chamado “show business”, ouvi frases preciosas e tive a sorte de conviver com muitos exemplos de humildade, simplicidade, calma, honestidade . Ouvi também coisas sobre pessoas que eu teria que agradar, sobre controlar a vaidade, sobre maneiras de se portar e de agir. Até hoje continuo ouvindo, e tento, da minha forma, executar tudo como manda o figurino.

Não sei se pela minha cara de bobão, mas em todo lugar que eu vou tem gente me dando conselho, me ensinando como me comportar. E dentro das possibilidades, procuro ouvir atentamente a mais uma aula.

No caso do meu conflito com a rádio, é claro que, além de todo o apoio, recebi muitas críticas à minha atitude, e já as estava esperando. Dentre elas, coisas como “você não precisa gritar pra conseguir as coisas “ou que eu estou “apressado “pra fazer sucesso.

Paralelamente à essa confusão , cá estou eu lançando um disco voz e violão, o “Casual Solo”.

Para “estourar ” no mercado atual, como dizem, não creio que o caminho seja um disco intimista, com músicas do Toninho Horta, uma valsa pra minha filha e stardands de jazz. Num momento do Brasil onde a ansiedade é senhora e ninguém tem mais 4 minutos pra ouvir uma música nova, em que as pop batucadas eufóricas varreram a MPB pra debaixo do tapete, que qualquer português correto virou um “papo cabeça demais” ou um samba mais cadenciado virou um “samba de pau mole “, lanço um disco de voz e violão.

Será mesmo que estou com tanta pressa de fazer sucesso assim ?

Em segundo lugar, já faço o tal do sucesso. Tenho meu público cativo, que aumenta a cada dia, em todos os cantos do Brasil. Assim como os artistas que citei ( e os que eu não citei ) em meu texto desabafo, todos nós temos trabalho, reconhecimento, discos gravados e munhecas saudáveis pra tocar nossos instrumentos por muitos anos ainda. Só de conseguir viver de música no Brasil, me considero um afortunado, cheio de sucesso.

Talvez o lugar onde as pessoas menos nos prestigiam seja o Rio de Janeiro, a cidade dos artistas, onde vivemos, podem nos ver a toda hora e escolher o show que vão.  E só pode parar de fazer show um tempo e se fazer de difícil quem tem um respaldo financeiro;  ou gosta de fazer gênero, que definitivamente não é o meu caso.

Em terceiro, tenho plena ciência de que sou muito jovem, e ainda tenho um longo caminho a trilhar. Se olharmos pra frente, vemos que os pilares da nossa música tem seus 70 anos em média . Eu tenho 35, e já conquistei muitas coisas. Na minha mediocridade, tenho 4 discos gravados.

Contudo, há mais de uma década que, se eu não sair pra cantar, não pago meu aluguel. Sim, ainda vivo de aluguel. E hoje em dia , se eu não sair pra cantar, não pago o colégio da minha filha.

Já tem uma ou duas gerações depois da minha ( que também são minha geração, pois absorvo todas elas ) que me escrevem dizendo que me tem como exemplo, como referência, gravando músicas minhas. Frases de músicas que eu fiz, coisas que eu escrevi são usadas no Twitter, e enchem meu peito de orgulho. Faz 6 anos que dou aula de música nos E.U.A .

Mesmo assim, depois dessa pequena história que estou escrevendo, será que AINDA estou começando agora ?

Tudo depende do ponto de vista.

É claro que, do ponto de vista dos pilares do samba, que estão aí batalhando há anos, quando o samba não tinha vez, estou começando agora , SIM. Ninguém precisa me dizer isso.

Tenho adoração por Beth Carvalho, cantora ímpar, descobridora de talentos, de excelência discográfica , swing e timbre único. Uma mestra. Zeca é Rio de Janeiro em pessoa, símbolo do carioca malandro maneiro, adorado por todos. Me enche de alegria o Jessé . Martinho e Jorge Aragão, Leci Brandão, todos sempre muito carinhosos comigo. Ícones, estão na minha formação musical, assim como os pagodeiros do Revelação e Molejo, Exalta Samba, Só pra Contrariar e Raça Negra. Nunca questionei a inclusão deles nem de ninguém no programa, seria insano da minha parte.

O problema não era quem estava ali, mas quem não estava. Se tratava do “maior encontro de samba de todos os tempos”, na Lapa, na nossa casa, onde em tese, a nova e a antiga geração se encontrariam.

Estou completando 15 anos de nova geração esse ano. 15 de música, uns doze ou treze de Lapa. Toda vez que digo isso, muita gente começa a me dizer que estava antes de mim na Lapa. Aí começam a disputar quem chegou primeiro, a falar do seu Cláudio, do Arco da Velha, que a Lapa é herança do Mandrake de Botafogo e do Sobrenatural de Santa Teresa ( aqui do lado da minha casa ! ) , do Empório 100 na Lavradio….tem gente até que é a própria reencarnação de Madame Satã.

Só que a discussão não passa por aí.

Não podemos confundir as coisas. Existe uma geração, um coletivo de pessoas que são lembradas involuntariamente quando se fala da Lapa Carioca, que conseguiram uma projeção um pouco maior ( não por serem necessariamente mais talentosas, mas por investirem energia nesse sentido ), pessoas que fizeram por onde terem suas carreiras consolidadas, registradas em disco, que continuam estudando, batalhando, querendo expandir seu território além arcos; que estão compondo, criando uma obra musical, e não são vistas como comerciais pelas grandes gravadoras. Que querem algo mais além do barzinho, querem mostrar suas músicas nos teatros, terem suas obras reconhecidas, gravadas. Gente que faz por onde, e que estaria perfeitamente adequada ao projeto da rádio que, no ínicio ( antes de ser comprado por uma gravadora ), antes mesmo do projeto existir, foi à Lapa e solicitou muitas vezes a nossa mão de obra barata.

O programa, não sejamos hipócritas, dá um empurrãozinho pra essa entrada no excludente mercado de Q.I s ( Quem Indica ) .

Essa mesma galera, que já tinha prestado uma série de serviços secundários pra rádio, estava na frente da fila do banco de reservas, louca pra jogar. A hora era aquela. A expectativa não era minha , era do meu público. Há muito tempo que não espero mais nada de ninguém; porém CRIARAM essa expectativa em mim. Me cobravam isso na rua : “- Você não está lá ? “.

Nós, ao contrário da maioria das pessoas ali, era quem mais precisávamos desse empurraozinho.

E o que me mais me irrita é a rádio fingir que não sabe disso. A gente era amigo da rádio, por isso me aborreci. Só brigo com quem eu gosto. Exatamente nesta hora as portas se fecharam, pois o projeto já era grande, a Lapa já era grande, e não precisavam mais de nós.

O silêncio da vulnerabilidade é como um carvão em brasa, apertado pelas próprias mãos até esvair o rubro. Fui somando coisas. Quanto às gravações que faço pra rádio e nunca são tocadas, chamadas e indicações de música que nunca vão ao ar, tudo mais do mesmo. Se eu não toco nem no programa de samba que eles tem, imagine na programação normal. Acostumei.

Fui alimentando a idéia de que um dia ia ser chamado oficialmente, pra compensar o tapa-buraco que sempre fazemos.  Fui muitas vezes substituir gente em outros programas da rádio em questão. Aquele papo de te chamar de manhã pra ir num troço à noite, porque alguém deixou de fazer alguma coisa que deveria ser feita. Ou te chamar pra cantar num teatro lá longe, porque nenhum outro grande artista toparia fazer.

E tudo isso dizendo que me adora.

Espero voltar à Baixada muitas vezes. Toda vez que vou, sou recebido com enorme carinho. Agora, logo eu, pequenininho, fico com a responsa de encher um teatro na Baixada Fluminense ? De que jeito, se minha música não toca na única rádio do Rio de Janeiro de maior expressão que poderia tocá-la ? Meu programa ao vivo não poderia ter sido aqui no Centro, onde meu público se concentra, me dando a possibilidade de encher um teatro e ver as pessoas cantando minhas músicas na gravação, pra me dar uma força ? Não poderiam levar um artista mais popular, consolidado, pra Duque de Caxias ?

Enfim, um negócio feito pra dar errado. Aí o público não comparece, e mais uma vez vem tudo na minha conta.

Me acostumei com esse lugar menor, com vergonha de reclamar, sempre dando graças a Deus por estar ocupando um banco de reservas que muita gente queria estar. E sabendo que, conforme o tempo passasse, meu espaço iria aumentar proporcionalmente ao meu crescimento. A gente sempre acha que vão nos compensar de alguma forma.

Só que a gente cresceu, e nossa participação…. DIMINUIU.

Apelidaram nossa música de “difícil “, ou “rebuscada “, convenientemente, pra não nos incluir na programação bancada pelas grandes gravadoras ( que restam ! ), que deitam e rolam sobre a ansiedade do povo com seus sucessos instantâneos. Pelo modo como nos classificam, parece até que fazemos música erudita. Já ouvi até a expressão “samba adulto “.

Agora vejam vocês, eu, suburbano, semi-favelado, de uma hora pra outra virei “cult”.

Conseguimos uma coisa aqui, outra ali, quando a gente consegue furar o bloqueio nos poucos programas em que ainda existe um espaço realmente democrático. Sei que toco em outras rádios, da Sky e da Net, Nacional, Roquette, Radio Globo, que eu tenho o máximo respeito e gratidão. São rádios que a gente vai realmente pra falar de música, e o apresentador sabe até o nosso nome !

No panorama atual, olhei para os lados, para frente, e me vi sem possibilidades. Constatei que realmente não estavam deixando o troço rolar. M-P-B : música para boicotar.

Dizem que, se a gente fizer por onde e trabalhar direitinho, a gente consegue as coisas. E se a gente faz por onde, e nem assim as paradas rolam ?

Qual meu destino , mudar de cidade ? Tocar pra sempre nos bares por 4 horas seguidas, com bêbados querendo te agredir porque você não cantou uma música do Cartola, ou da Mart`nália ?  Ou porque você não cantou um parabéns pra esposa dele ?

Será que um dia vou ter comprovante de renda ? Vou ter que abrir um negócio ?

Me ver sem possibilidades de expansão na cidade onde eu moro, no auge da minha disposição pra cantar, escrever e tocar, era sufocante. A medida que ia compartilhando insatisfações com meus colegas, tudo aquilo ia corroendo-me as entranhas.

Então porque a gente não toca ? Não nos enquadramos ? Não temos experiência ? Ainda somos novos, na casa dos 40 ?Não sabemos ainda tocar o nosso samba ?

Pra mim, era inexplicável. Essa sufocação toda, depois de várias tentativas de conversa com a rádio por parte do meu empresário e todos os eufemismos possíveis, gerou um texto desabafo, onde a intenção era somente dizer , pra que todos pudessem saber : “- Eu sei o que vocês estão fazendo, e não tá certo “.

Só que muito mais coisa aconteceu. Meia hora depois, começaram a chover telefonemas , de comerciantes locais, do ex-programador e criador do programa, da Ordem dos Músicos, me prestando solidariedade. Insatisfações diversas foram se somando, e isso chegou até o maior jornal da cidade. Logo depois, João Pimentel traduziu perfeitamente em outro jornal, mostrando que era mesmo um profissional do ramo, com propriedade pra falar, o meu sentimento.

É importante lembrar que, depois da divulgação do texto, a rádio convidou duas das pessoas citadas pra gravar, em cima da hora –  fora da divulgação oficial, é claro. É a minha geração aceitando bolsa- artista, como sempre, porque ……é o que temos para hoje. De qualquer forma, fico feliz por eles, pelo samba e por nós. Me senti representado com a inclusão. Vale lembrar que o descontentamento maior não era porque eu não estava lá, mas porque não me senti representado.

Quanto aos meus pares, ao lerem meu manifesto ( acabou sendo ), fui condenado por alguns, apoiado pela maioria e compartilhado por nenhuma das pessoas citadas. Teve gente desesperada  ligando pro programador da rádio pra dizer que não tinha nada a ver com isso.

E realmente não tinham. Não os condeno. Digo e repito, na Lapa não há movimento. Há uma amizade, uma admiração mútua, e uma geração de qualidade musical invejável que se cala, que finge que está satisfeita com o que tem, dividindo suas mágoas pós-show em mesas de bar. Ao fim, pareceu que o insatisfeito, aquele que não teve o retorno esperado por seus investimentos, era apenas eu. Foi o gole da cachaça que desceu mais amargo.

Portanto ( não que eu não diga tudo de novo, se precisar ), o desabafo principal ainda está lá, mas é claro que tirei alguns textos do meu mural do facebook, os diálogos mais ressentidos de um maluco falando sozinho. Primeiro, porque já dei cartaz demais pra essa rádio. Segundo, porque ali não é lugar para aquilo. Meu mural é um meio de divulgação das minhas atividades profissionais, e o objetivo do texto já foi alcançado: a luz do debate se acendeu. Por último, devo ressaltar que tal situação é uma coisa da qual eu não gosto de me lembrar.

Também sou pai de família, tenho minha intimidade e não gosto de ficar exposto, sendo julgado à minha revelia. E não me sinto nada bem sabendo que, mesmo trabalhando dignamente, com o “Know How “que adquiri,  tenho que gritar “olha, estou aqui ! ” pra conseguir o espaço que mereço. Todavia, a partir do momento em que ninguém faz nada, não posso ficar sentado com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar, ou esperar 70, 80 anos pra neguim dizer “Moyseis era um cara legal “, prática corriqueira no nosso analfabetizado e lindo país de Terceiro Mundo.

Afinal de contas, todo mundo quer subir –   a concepção da vida admite.

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2 thoughts on “Me dê motivo

  1. Moyseis, acompanho a sua carreira desde o primeiro disco. E o considero de longe, o melhor artista de sua geração.
    Sempre que posso, acompanho suas apresentações Brasil adentro.
    E ignorar a você e outros em um evento no coração do lugar de onde vocês ganharam notoriedade, é no mínimo de um esculacho sem tamanho.
    Confesso que pretendia ir ao evento citado, mas após ver o seu depoimento sobre o mesmo. A vontade passou na hora.
    Seu depoimento foi bem esclarecedor e contundente quanto a imposição do evento e você foi e publicou suas opiniões mais sinceras, de quem eu não esperava outra coisa.
    Sua inquietação quanto aquilo que julga não estar certo, que já pude presenciar algumas vezes e lhe fazem um artista diferente, de não se conformar com os buracos ou sobras que te são oferecidos e faz impor as suas ideias quando necessário.
    E você não ficar nem um pouco feliz ao não ser lembrado, não é nenhum sinal de mágoa. Por querer uma maior notoriedade de sua carreira pois acredito que qualquer artista ou como em qualquer um em outro ramo, deseja sempre ir muito mais além, como você mesmo já disse. Que vai construindo sua historia, sem culpa , mérito ou gloria que não lhe pertençam de fato. E acredito sem sombra de dúvida que todas que você conseguiu lhe pertencem com propriedade.
    Quanto a isso a pararem para ficar te dando conselhos, a gente para, ouve, faz cara de rogado e segue em frente. Como já disse Oscar Wilde; “Certas criaturas têm a mania de dar bons conselhos precisando tanto deles para si…”.
    E salvo algumas raras exceções, as rádios atuais, cada vez mais entram na onda dessas melodias pop-baratas-pobres-descartáveis e quem procura fazer um trabalho de uma qualidade mais trabalhada é ignorado, não serve.
    Como diz o Mestre Seu Wilson das Neves; “Para mim não existe música ruim. Ou é música ou não é nada”.
    A maioria das rádios entras nessa maquina comercial que só visa os ganhos e ignora o resto, fazendo os que são de verdade como você serem ignorados.

    Afinal que o que é de verdade. Ninguém mais hoje liga, isso é coisa da antiga!

  2. Meu “Cumpadre”, parceiro e amigo. Sua inquietude, insatisfação, tem fundamento e você as descreveu com seus motivos, na sua razão. Pergunto-me constantemente, quem criou o bloqueio para os Lapianos? Por que a trupe da Lapa (boa pra caralho, cheia de talento) não “consegue” alcançar horizontes melhores? Onde está as correntes que os prende ali? Como dito no desabafo, artistas “grandes” vão lá beber dessa fonte! Daí bebem dessa fonte e mais nada, oportunidade de gravar, parcerias, divulgação que seja, nada? Eles podem, catam o que vêem lá e só, tá certo? Não! Tá errado pra cacete! Dêem vez a quem merece, o banco de reserva tão citado, muita, muita mesmo das vezes é muito melhor que o time que está jogando de titular!

    Seu novo trabalho tá LINDÃO… A primeira vez que o ouvi, olhei pra Carol com um riso no rosto, mente um pouquinho distante e olhos brilhando, disse, além de lindo, músicas bem cantadas e tocadas, se eu fechar os olhos por instantes me sinto lá na sala do meu “Cumpadre”. Disco intimista, poético que trás quem o ouve pra junto de ti.

    No seu aniversário você disse algo sensato e no meu ver, correto: “Te roubaram os músicos, o cenário, só não levaram sua dignidade e a vontade de cantar e fazer poesia!”
    É isso que nós, seus fãs (acho que posso falar pelos fãs no geral) esperamos e gostamos na sua arte, no seu trabalho!

    Acredite, você nasceu, é e sempre será VENCEDOR!!!

    Axé!!!!!!!

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